Nos dias de chuva o centro de Bauru parece se desfazer. Enquanto as calçadas enchem com a água das enxurradas, as ruas e praças ficam vazias, com poucas possibilidades de abrigo para quem quer passar. O único coreto da praça Rui Barbosa é uma delas, junto com as marquises do Calçadão da Batista, lugar reservado para lojas grandes ou pequenas, onde os carros não entram. Ao contrário de dias como esses, o constante movimento nas quatro ruas que marcam o contorno da praça central da cidade é uma amostra da funcionalidade do espaço. Raras árvores, bancos expostos ao sol e chuva e a falta de chamadores culturais reduziram a vastidão do lugar à uma passagem. Os pedestres tiram pouco ou nenhum tempo para aproveitar o lugar; a maioria apenas cruza o pavimento para chegar às lojas, ao banco, aos estacionamentos. Quem utiliza mesmoo espaço são os moradores e moradoras em situação de rua que vão até o centro da cidade para trabalhar cuida...